Pesquisa: Quando os CEOs usam metáforas de guerra, os analistas se preocupam

Resumo.
"Vamos acabar com o negócio deles e comprar aquele prédio, que vamos demolir. Depois disso, vamos salgar a terra. Depois, iremos atrás de suas famílias", declarou certa vez Larry Ellison, presidente executivo da Oracle, referindo-se a um concorrente. Esse tipo de declaração resume as metáforas agressivas de guerra que frequentemente aparecem na comunicação corporativa. E, embora seja um exemplo particularmente colorido, não é excepcional. Nos anúncios de aquisições, os CEOs regularmente enquadram suas estratégias como batalhas a serem vencidas. Em 2006, o então CEO da McClatchy Company, Gary Pruitt, disse aos investidores e analistas: "As apostas nunca foram tão altas... e não ousamos entrar na batalha com nada menos do que o melhor". Em uma teleconferência de 2015 com analistas, os executivos da Infinera Corporation estavam "armados com uma oferta de ponta a ponta". Em uma teleconferência de 2013, a Veeco Instruments descreveu o mercado móvel como um "campo de batalha" e, em 2009, a First Solar descreveu seu movimento de aquisição como uma "ofensiva" com o objetivo de superar os concorrentes.