O mundo dos negócios está se movendo rápido demais para que a estratégia possa acompanhá-lo? Rita McGrath, da Columbia Business School, faz essencialmente essa pergunta no Spotlight deste mês. As grandes mudanças na economia mundial - a revolução digital, a redução das barreiras à entrada, a globalização - se combinam para tornar quase impossível para as empresas manter uma vantagem competitiva realmente duradoura. Como resultado, ela argumenta que as empresas precisam lançar constantemente iniciativas estratégicas para que possam explorar vantagens "transitórias" antes que elas desapareçam. A estabilidade, mostra McGrath, não é mais a norma. Na verdade, não é nem mesmo o objetivo. O imperativo agora é inovar perpetuamente, criando um portfólio de vantagens que podem ser construídas rapidamente e abandonadas com a mesma rapidez. E quanto às cinco forças de Michael Porter? Michael Ryall, da Rotman School of Management, afirma que a estratégia está indo além da estrutura de Porter de 1979. Na verdade, Ryall sugere que um modelo ainda mais duradouro poderia evoluir a partir de um artigo acadêmico relativamente obscuro de 1996 que criou a base para a modelagem matemática preditiva de decisões estratégicas. Também no Spotlight, Todd Zenger, da Olin Business School, enfatiza que o objetivo da estratégia não é realmente obter vantagem competitiva - é desenvolver uma abordagem para criar valor continuamente. Para ilustrar seu argumento, Zenger reproduz um maravilhoso mapa de 1957 que retrata a visão do próprio Walt Disney, que percebeu que um grande império de entretenimento poderia evoluir melhor se desenvolvesse propositalmente sinergias entre suas várias ofertas. O mundo pode, de fato, estar mudando rapidamente, mas, às vezes, os melhores insights só precisam ser atualizados para uma nova era. Adi Ignatius, Editor-chefe